sábado, 25 de abril de 2009

Campo ilimitado


Sonhei que estava consciente de que eu estava sonhando. Ao saber disso minha vontade foi logo sair voando pela janela. Mas uma sensação de medo tomou meu corpo sonhador e me fez desconfiar de que eu podia na realidade estar acordada, tendo alucinações de que eu estava sonhando e se eu me atirasse pela janela podia ser suicídio.
Algo entre a gravidade da terra e a ausência de gravidade da lua fazia meu corpo entender de que o absurdo de estar sonhando era a realidade do momento.
Seu eu estava sonhando, consciente, então naquele momento, eu não estava em nenhm outro lugar a não ser naquele apartamento vazio, sem paredes, com janelas que apareciam e desapareciam conforme eu me movimentava. Meu coração disparou no sonho e provavelmente também na cama onde eu dormia. Eu acendia e apagava as luzes pra saber se eu estava mesmo viva, e um jogo de luz e sombras me deixou ainda mais incerta da minha real condição.

Posso ter perdido a consciência de onde estava, em que dimensão, ou mesmo se eu estava viva. Mas nem por um segundo perdi a noção de quem eu era. Eu era uma essência intacta, integrada, sobrevivente. Eu era exatamente quem eu sou, sem ilusões nem questionamento. Eu era um conjunto de partículas em movimento com forma, vivendo sua aventura no universo misterioso.
Gostaria de sentir isso mais vezes quando estou acordada. Gostaria de sentir isso o tempo todo. Não importa se estou em paz ou em perigo mas tudo faz sentido, é apenas o que eu chamo de vida. Sinto isso quando estou surfando, sonhando coisas mágicas e às vezes quando estou escrevendo. Talvez no exercício de não pensar em nada, o universo se faça presente em tudo. E assim todas as preocupações se tornam inúteis. A vida até onde a conhecemos é curta e o caminho que eu quero é este: livre de todas as tensões. Ilimitado.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Na ilha da magia por tempo indeterminado!


Muita onda, muito sol, brisa acariciando o corpo. Esse é o famoso descanso da guerreira. Descanso apenas mental, porque o fisico descansa ajindo mesmo. Harmonizada com o local e o clima, peguei o o mar liso e os dias sorrindo pra mim.

Minha amiga Gionanna, insaciável buscadora e personalidade suave e meu amigo Brown pegador auto-astral e surfista de todos os dias, estão sendo ótimos companheiros de aventura e estão me fazendo feliz, proporcionando aínda maior perfeição pra essa temporada.

Hoje porém estou numa ressaca de sol, e acordei com a boca da Angelina Jolie, mas doendo muito. Estou em casa tomando chimas, fazendo aula de yoga virtual e lendo meu livro " O caminho do guerreiro pacífico". Pretendo surfar no fim de tarde.

Sábado teve uma festa consciente na praia Mole, sem bebida, sem drogas, mas com muita boa musica e gente bonita, um evento chamado puro ritmo e lá eu pude conhecer alguns guerreiros da causa ambiental e sambar descalça na areia além de ver a lua cheia surgir do mar e iluminar as ondas numa imagem digna de sonho.

Esta foi uma rápida pausa pra falar de bem-estar e gratidão com os presentes da Pacha Mamma. Espero que mais e mais amigos cheguem pra compartilhar de momentos como esse!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Abismo Pacífico



Estou sozinha nessa cidade. Sozinha, sem família, sem mestres, sem suporte emocional. Isso torna tudo muito mais profundo. Profundo de abismo e de mistério. Olho pra trás e me vejo tão criança, tão amada, tão cheia de amigos. Mas a guerreira é um tanto solitária em sua busca. Ela tem aliados naturais e sobrenaturais, fala com as fadas e com o espírito dos animais. Também tem fome e é mundana. Estou apenas unindo essas duas partes.
Essencial é não sentir medo do que possa aparecer quando se aceita a si mesma despida de todos os conceitos pré-existentes. Nietzsche disse “Tenha cuidado que ao se livrar dos seus demônios, também se livre do que há de melhor em você”

Pois bem, me deparei com a solidão. Mas uma solidão que fala o tempo todo. Porque ao invés da solidão não me deparei com o silêncio? Teria sido mais fácil.

Dan Millman, diz que o caminho do guerreiro pacífico não é um caminho de recompensas. Então me deparo com uma solidão que me diz que tenho que dormir quando não estou cansada, ou que tenho que ligar quando não quero conversar com ninguém? Mas ela também diz que tenho que fazer auto massagem de noite, e que não devo me preocupar em excesso com ela, porque meu mapa astral é totalmente social. Tenho convivido com a gostosa evidência de que nada é permanente.

Então tenho esse livro “A sabedoria do guerreiro pacífico”, que consumo em doses homeopáticas, que diz exatamente que não se deve confiar nos livros, mas sim na sabedoria que se adquire através deles levando tudo pra ação.

It fits me perfectly. E como estou mudando para a ação, recrutei a solidão pra me ajudar a encaixotar os conceitos.
Encaixotar sim, porque ainda vou precisar consultá-los vez ou outra. Gostaria de queimá-los, mas sou tão humana, e tão urbana, que ainda preciso deles. No meu caso só a ação liberta. Como devo começar? Bem, me atirando nesse abismo de cabeça.

Um, dois, já!

teste

oi