
Sonhei que estava consciente de que eu estava sonhando. Ao saber disso minha vontade foi logo sair voando pela janela. Mas uma sensação de medo tomou meu corpo sonhador e me fez desconfiar de que eu podia na realidade estar acordada, tendo alucinações de que eu estava sonhando e se eu me atirasse pela janela podia ser suicídio.
Algo entre a gravidade da terra e a ausência de gravidade da lua fazia meu corpo entender de que o absurdo de estar sonhando era a realidade do momento.
Seu eu estava sonhando, consciente, então naquele momento, eu não estava em nenhm outro lugar a não ser naquele apartamento vazio, sem paredes, com janelas que apareciam e desapareciam conforme eu me movimentava. Meu coração disparou no sonho e provavelmente também na cama onde eu dormia. Eu acendia e apagava as luzes pra saber se eu estava mesmo viva, e um jogo de luz e sombras me deixou ainda mais incerta da minha real condição.
Posso ter perdido a consciência de onde estava, em que dimensão, ou mesmo se eu estava viva. Mas nem por um segundo perdi a noção de quem eu era. Eu era uma essência intacta, integrada, sobrevivente. Eu era exatamente quem eu sou, sem ilusões nem questionamento. Eu era um conjunto de partículas em movimento com forma, vivendo sua aventura no universo misterioso.
Gostaria de sentir isso mais vezes quando estou acordada. Gostaria de sentir isso o tempo todo. Não importa se estou em paz ou em perigo mas tudo faz sentido, é apenas o que eu chamo de vida. Sinto isso quando estou surfando, sonhando coisas mágicas e às vezes quando estou escrevendo. Talvez no exercício de não pensar em nada, o universo se faça presente em tudo. E assim todas as preocupações se tornam inúteis. A vida até onde a conhecemos é curta e o caminho que eu quero é este: livre de todas as tensões. Ilimitado.
Algo entre a gravidade da terra e a ausência de gravidade da lua fazia meu corpo entender de que o absurdo de estar sonhando era a realidade do momento.
Seu eu estava sonhando, consciente, então naquele momento, eu não estava em nenhm outro lugar a não ser naquele apartamento vazio, sem paredes, com janelas que apareciam e desapareciam conforme eu me movimentava. Meu coração disparou no sonho e provavelmente também na cama onde eu dormia. Eu acendia e apagava as luzes pra saber se eu estava mesmo viva, e um jogo de luz e sombras me deixou ainda mais incerta da minha real condição.
Posso ter perdido a consciência de onde estava, em que dimensão, ou mesmo se eu estava viva. Mas nem por um segundo perdi a noção de quem eu era. Eu era uma essência intacta, integrada, sobrevivente. Eu era exatamente quem eu sou, sem ilusões nem questionamento. Eu era um conjunto de partículas em movimento com forma, vivendo sua aventura no universo misterioso.
Gostaria de sentir isso mais vezes quando estou acordada. Gostaria de sentir isso o tempo todo. Não importa se estou em paz ou em perigo mas tudo faz sentido, é apenas o que eu chamo de vida. Sinto isso quando estou surfando, sonhando coisas mágicas e às vezes quando estou escrevendo. Talvez no exercício de não pensar em nada, o universo se faça presente em tudo. E assim todas as preocupações se tornam inúteis. A vida até onde a conhecemos é curta e o caminho que eu quero é este: livre de todas as tensões. Ilimitado.

